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CRIAÇÃO DO PARQUE NATURAL INTERNACIONAL DO GUADIANA
No passado sábado dia 20 de Outubro, realizaram-se em Ayamonte as Jornadas de Informação e Intercambio sob o tema “A Protecção do Baixo Guadiana: Uma Visão Partilhada desde as duas Margens”.
Esta iniciativa contou com a colaboração da “Consejeria de Presidência de La Junta de Andalucia” e teve como Organizadores: “Ecologistas en Acción de Ayamonte”, “Asociación Ecologista Ojo com el Guadiana” e ainda a presença dos outros promotores iniciais desta proposta: Greenpeace, Fundacion Pura Vida, Fundacion Intersur, Almargem (Algarve), AMA (V.R.S.A.) e Altela (Castro-Marim e V.R.S.A).
Os trabalhos começaram como uma mesa redonda, na qual as Associações envolvidas na proposta do Parque Natural Internacional do Baixo Guadiana, deram informação sobre as iniciativas que teêm desenvolvido na defesa ambiental deste património que está ameaçado.
Na segunda parte das jornadas assistimos a uma palestra sobre os peixes do estuário e ribeiras do baixo Guadiana, a cargo do Professor Catedrático da Universidade de Huelva, José Prenda.
É importante referir que a proposta que se tem vindo a defender, desde os movimentos ecologistas e de conservação da natureza de ambas as margens, para a criação do Parque Natural Internacional do Baixo Guadiana responde a uma necessidade de dotar estes espaços já legalmente protegidos, e ao conjunto do Baixo Guadiana, de uma gestão conjunta Portugal-Espanha, que permita a conservação deste importante património natural e cultural e o preserve contra as crescentes ameaças que de projectos megalómanos de construção.
Face à dificuldade verificada do lado português (Câmaras de V.R.S.A., Castro Marim e Alcoutim), para reunir, discutir e concertar a referida proposta, será de referir que esta iniciativa não só teve a colaboração da “Consejeria de Presidência de La Junta de Andalucia”, como a própria vereadora do pelouro Ambiente de Ayamonte, a que fez questão de se juntar e defender esta importante iniciativa contra os maus exemplos da anterior gestão Ayamontina, não só às portas de Espanha, mas também nas salinas de Isla Cristina. Talvez, devido aos sucessivos atentados ao ambiente, se verifique do lado Espanhol uma mudança de atitude no que ao ambiente e ao seu património diz respeito. Desejamos que, do lado Português, venha a existir a mesma abertura de espírito e sensibilidade que encontrámos em Espanha.